25 DE MARÇO & LOUIS VUITTON

13Jan10

 Final de semana passado estive na movimentadíssima Rua 25 de Março, em São Paulo. A desculpa para a aventura era procurar um anel para minha irmã usar em seu baile de formatura, mas isso foi só o começo. Caímos no mar de bugingangas deliciosas e supérfulas, de onde é IMPOSSÍVEL sair de mãos vazias: os preços são muito convidativos e há opções para todos os gostos. Mas, fui bastante comedida e comprei só algumas coisinhas:

Um bracelete colorido, esmalte para decoração de unhas e uma imagem de Iemanjá (do Candomblé) para fazer um colar. E uma carteira; na verdade, uma peça que “homenageia” a coleção da Louis Vuitton inspirada em Stephen Sprouse. A peça é repleta de detalhes: desde o papel que a embrulha, passando pelo tecido do forro, a etiquetazinha em um dos bolsos, e a logomarca no fecho. Tudo muito “autêntico”! 

Comprei essa carteira um pouco por farra: para brincar de ter uma peça Louis Vuitton de verdade. Achei a experiência divertida, e fiquei pensando na relação existente entre esses produtos falsos e a moda ditada lá de cima.

Foi legal ter em mãos uma peça que passei um ano inteiro admirando de longe; embora o design da minha carteira esteja muito aquém da maestria de Marc Jacobs, ela tem a mesma estampa linda e estou totalmente seduzida pelas letras verdes bem na palma da minha mão.

Assim como peças “da Louis Vuitton”, é possível encontrar diversas outras marcas: “Chanel”, “Prada”, Miu Miu”. “Dolce & Gabanna” – toneladas – “Dior”, “Tokidoki”, etc… em peças que variam de R$25,00 a R$360,00! Dependendo da qualidade dos materiais usados e da peça criada.

Mas, fiquei com uma pergunta na cabeça: quem fabrica e distribui esses produtos? Tenho a impressão que as barracas e lojas apenas repassam essas mercadorias, pois elas são absolutamente idênticas – existem modelos diferentes, mas há uma espécie de “coleção” que circula por lá, e é possível encontrar uma carteira como a que eu comprei em pelo menos outros dez lugares.

Será que as marcas de luxo tem uma “divisão pirata”? Será que há um fabricante de pirataria de luxo com diversos pontos de venda? De onde saem os materiais usados: tecidos, fechos, detalhes em metal? Por que isso tudo é vendido livremente, se não é legal?

 Sem resposta para nenhuma destas perguntas, só me resta ser feliz com minha nova aquisição. E programar uma volta “lá na 25”, para tentar encontrar mais homenagens interessantes…

 



One Response to “25 DE MARÇO & LOUIS VUITTON”


  1. 1 FASHION KILLS ME

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